Arquivo para junho, 2009

O Maravilhoso Mágico de Oz

Posted in Literatura on 22/06/2009 by Gabriela

Aaaaiii… a minha infância já foi faz um tempão! Sinto falta dela, mas não posso desejar voltar atrás, pois o que eu gostaria que tivesse acontecido na aurora de minha vida, eu já seria demasiadamente adulta para querê-las para mim com a tenra idade. A evolução de uma criança depende exclusivamente da direção que os pais dela a oferece. Não tive a chance, quando menina, de ler livrinhos infantis, por que minha mãe nunca se importou realmente com eles. Eu via muito desenho, brincava, aprontava… enfim, tudo normal, mas não tive tanto contato com clássicos infantis.
Eu tive uma coleção linda de livros de fábulas e conto de fadas, mas devido a uma cena irritante na qual meu pai desempenhou o melhor papel de chato sem noção, eles foram parar numa instituição de caridade sem meu conhecimento. Só espero que a pessoa que o tiver em mãos saiba dar bom proveito à coleção, pois eu os tinha comigo até pouco tempo para lê-los aos meus futuros filhos…

Mas tudo bem. Nos últimos anos comecei a investir em literatura infantil e comprei “Alice no País das Maravilhas” e “Alice através do Espelho”. Encantadora obra “infantil”, totalmente edificante às nossas crianças. Logo mais terei obras de Monteiro Lobato também. Mas o que mais me encantou esses dias foi a aquisição da obra original de “O Maravilhoso Mágico de Oz”.

Confesso que a obra eu só conhecia no bate boca das pessoas. Justamente de apenas ouvir falar. E pra mim, era uma vergonha não conhecer esta obra tão importante da literatura mundial e infantil. Comprei o livro de pouco mais de 170 páginas e li em um dia. Em mim, que já sou velhinha para a obra, me deu aquele sentimento de ler um capítulo por noite para uma criança ao pé da cama antes dela dormir. Digamos, um sentimento maternal forte mesmo.

Existem tantos ensinamentos bonitos na obra! Poxa, toda criança deveria ter acesso nem que seja por um filme dessa obra. Estou procurando para comprar a primeira versão para o cinema de “O Mágico de Oz”, de 1939 se não me engano. Tão simples e profunda obra que chega a ser cativante. Acompanhar a saga de uma garota perdida num país querendo voltar ao seio familiar, um espantalho que sonhava em ter um cérebro (por mais que soubesse pensar), um homem de lata que queria ter um coração (apesar de ser um homem bom) e um leão que precisava ter coragem para se tornar o rei da floresta (apesar de já o ser sem perceber).

O que eles não sabiam é que todos  esses valores que eles buscavam todos já tinham dentro de si e eles demonstravam toda essa inteligencia, sentimento e coragem ao longo da tragetória até o encontro do grande Mago Oz sem se darem conta. Assim como Dorothy tinha o poder de voltar para sua casa nela mesma e durante toda a saga não se dá conta.

Serve como boa lição à meninada de que os valores vivem naturalmente dentro de cada um, basta trabalhá-los, basta acreditar neles. Crianças precisam disso. A televisão, infelizmente, ando formando apenas pessoas alienadas culturalmente e com uma preguiça mental sem fim. Por favor, não deixem suas crianças mofando em frente a uma televisão!

Cena do filme

Cena do filme

ps: A obra é tão grandiosa que o escritor L. Frank Baum escreveu 14 volumes sobre o Mágico de Oz. E ainda após sua morte, muitos escritores se dedicaram a continuar escrevendo sobre Oz, somando então mais de 40 obras relacionadas à história infantil. Para ver a lista completa acesse: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_dos_Livros_de_Oz

Um bom lugar!

Posted in Uncategorized on 17/06/2009 by Gabriela

Seu bairro já apareceu na televisão? E a rua da sua casa, já apareceu no telejornal ou na novela? Putz! QUE SITUAÇÃO, VIU!
Plena quinta-feira, 20h40, estava eu e minha família no portão de minha casa recebendo nossos parentes cariocas que viajaram cerca de 6 horas para estarem com a gente, quando de repente começou um corre-corre de gente e polícia pra lá e pra cá, ônibus manobrando, transito, businas… que mais parecia cena de filme policial! Não demorou muito, cercaram um trecho da minha rua (pra quem sabe, daqui do posto de gasolina até o supermercado) e meus primos cariocas sairam correndo para ver o que era.
Voltaram dizendo que tinham matado alguém por aquelas bandas e que o negócio tava “sinissssxxitro”. Daí, calha ouvir piadinha “e o RJ que é perigoso, hein!”…

Acontece que deram 10 tiros no dono de um salão de cabelereiros aqui na rua de casa e ainda fizeram de refém a esposa dele. Também levaram alguns objetos de valor do centro de estética. O fato é que 3 ladrões morreram e um foi preso depois de algumas horas de “conversa”.

Sensacional é ver o local onde você costuma caminhar todos os dias passar no SPTV, depois da novela das 18hrs, focando exclusivamente a violência. Caramba, que vergonha! E, principalmente, QUE MEDO. O negócio aqui tá foda.

Segue matéria completa:

http://sptv.globo.com/Jornalismo/SPTV/0,,MUL1193034-16576,00-HOMEM+LEVA+DEZ+TIROS+E+SOBREVIVE.html

Maísa, a menina monstro.

Posted in Televisão on 10/06/2009 by Gabriela

Quando a Maísa começou a se apresentar no programa do Raul Gil, eu me lembro que nas primeiras apresentações, eu a achava muito bonitinha e meiguinha. Por mais que ela tentasse cantar o que não conseguia, era apenas mais uma criança dessas que todos têm em casa e que fazem peripécias. Em seguida ela começou a dançar e ainda continuava com aquele arzinho infantil.

De repente a menina não saiu mais dos palcos do Raul. Todos a amavam! Foi aí que sem mais nem menos a menina foi para a rede de Silvio Santos e aos poucos ganhou notória fama pelas atitudes, pelos comentários, pelo jeito “espontaneo” de ser. Era cada coisa! Eu até comecei a sentir um pouco de medo da presença dela no “Sábado Animado”.

Gente, pra mim aquilo era uma criatura vinda de outro planeta, ou talvez uma criança que utilizava mais de 30% da capacidade cerebral, ou então até mesmo seria uma anã com problemas sérissimos! Mas não! Era só uma criança mesmo. Era só uma criança manipulada, isso sim.

Eu tinha certa repulsa à Maísa até assistir os vídeos em que ela chora desesperadamente no palco. E chora por que Silvio Santos fez com que acontecesse. Ora, ninguém quer ver uma criança chorar, não é verdade? Por mais que elas chorem a todo momento, eu acredito que as pessoas evitam o máximo que podem. Mas o choro dela não foi birra, não foi brincadeira.

Ela chorou por medo da primeira vez e depois, de vergonha. É extremamente normal uma pessoa da idade dela sentir medos relativamente bobos para nós, mas para ela trata-se de algo extremamente forte. Ver aquele menino maquiado igual um monstro foi um choque.  (veja vídeo http://www.youtube.com/watch?v=CpRAcOHgqmw&feature=related). Isso por que ela já tinha confidenciado ao Silvio Santos de que havia visto o menino nos bastidores e queria ficar longe dele pois sentia medo. Mesmo assim, Silvio usou o medo da menina como atração num programa domingo à tarde.

Início do choro.

Início do choro.

Não contente, no domingo seguinte iniciou a atração “pergunte à Maísa” dando bronca, dizendo que ela chorava por qualquer coisa, que ela tinha dado o maior vexame em rede nacional. Ela simplesmente pede para que ele pare de falar do choro dela e ele insiste em dar a bronquinha inocente. Nisso a menina começa a chorar pois disse se sentir magoada com a situação. Mais uma vez Silvio Santos puxa o coro de “medrosa” e a menina sai correndo envergonhada e fatalmente bate a cabeça na câmera. (Veja vídeo http://www.youtube.com/watch?v=XiUymzmStMk&feature=related).

Era o que faltava pro show ficar completo. Ela se desespera e finalmente encontra motivo para fugir da apresentação, pois está se sentindo mal perante a todos.

Esta menina está sendo explorada. É terrível fazer uma criança passar por situações vexatórias como essa. Eu jamais abusaria de algum talento de um filho meu como fazem com esta menina.

Confesso que puxei os vídeos com a finalidade de dar boas risadas, pois considerava a Maísa meio chata, inconveniênte, ET, mala (ou Malaísa na versão do Pânico)… mas o que eu apenas consegui ver nesses vídeos foi uma criança normal que conseguiram transformar em monstro.

Quem sabe quando ela for mais velha ela não seja mais uma dessas loucas que sempre estão na mídia metidas em escândalo… sabe, uma hora a cabeça não aguenta tanta pressão acumulada!

E a geração Harry Potter?

Posted in Literatura on 05/06/2009 by Gabriela

A geração Harry Potter já cresceu? Cresceu e foi ler Stephen King? Pô, cresceu mesmo e foi parar no Dan Brown? Caramba, como esse pessoal evolui! Agora a geração Harry Potter está lendo Crepúsculo!
Uau! Eu fico feliz da vida com essa evolução tão significativa, sabe? Pelo menos as pessoas estão lendo, não estão mais perdendo tempo em frente a uma televisão assistindo Márcia ou Casos de Família. É! O pessoal tá bastante instruído, totalmente injetados de cultura e conhecimento de mundo! A galera anda afiadíssima!

Tem gente tão atrasada nesse mundo que as vezes lê uma placa de trânsito e não entende! Tem quem leia anúncio no jornal e não assimile nada! E meo, pasmem! Existem aqueles que sequer sabem ler (mas existem as excessões em que o cara que não sabe ler sabe mais do que a geração Harry Potter… hum…).

Bom, eu vou assumir algo muito importante aqui. Eu só comecei a gostar de ler nessa vida quando me obrigaram a ler Harry Potter e a Pedra Filosofal. Depois, como boa interessada, li a série toda como boa pré-adolescente que eu era. Só sabia falar disso igual uma matraca-mala-sem-alça e vivia em polvorosa com qualquer assunto ou novidade relacionado ao livro.
O filme então? Nooooooosssa, era quase uma doença! Tomava conta do meu corpo, me possuía, não me deixava dormir! Eu ligava pras minhas amigas e infernizava por que definitivamente o Daniel Radcliff ERA SENSACIONAAAAAAAAAAAAALLL!

Arre! Fase mais chata do caraio, pô! Se lançassem o Harry Potter HOJE eu, simplesmente, odiaria-o-o-o. E COM TODAS AS MINHAS FORÇAS! Mas não consigo mais odiá-lo, pois cresci junto com a obra e tenho apenas carinho por ela, não admiração. Só admiro a escritora J. K.  Rowling pelo sucesso, pela grana e pelo castelo. A obra NÃO.
Eu não tenho capacidade de escrever algo parecido ou melhor, por isso levo minha vida pacata, mas devo admitir que a mente dela é brilhante.

Mas sabe… Li Harry Potter apenas uma vez. Nunca precisei repetir a mesma leitura por falta de compreensão. Reler Harry Potter (e todos os outros que eu citei lá em cima) é uma completa perda de tempo. É o tipo de livro tão simples de entender que apenas basta o filme para refrescar sua memória. Quero ver quem faz uma tese de doutorado com um desses livros… se tiver assunto, ficarei realmente impressionada.

Por que eu com quase 23 anos nas costas vou parar pra ler Harry Potter e a Pedra Filosofal pela segunda vez? Essa atitude não é um pouco retardada?

Ah, eu acho, sabe?

Depois de Harry Potter li muita coisa edificante, importante, interessante, complexa, explicativa, demonstrativa, empírica, artística… e não sinto nenhuma falta desse tipo de literatura de avião.
Eu não preciso nem dizer a minha opinião a respeito desses livrinhos-modinha-adolescente que estão dominando o mundo, né? Que o escritor elabora de acordo com a mentalidade mediana das pessoas e com o que ele sabe que irá vender. Considero 70% dos best-sellers inúteis.

Mas cara… acho feio de mais quem julga algo sem ter ao menos um conhecimento, um argumento pesado para tal. Eu considero muito mais uma pessoa que diz que odeia Eça de Queiróz após ter lido um livro inteiro dele do que o sujeitinho que diz que odeia sem nunca ter deitado os olhos por mais de cinco minutos com atenção num resumo… ou pior, nem se dá o trabalho de assistir um filme a respeito da obra.

Por isso, dou minha palavra que, antes de morrer, vou ler todos esses livrinhos e posso até mudar de conceito a respeito de algum deles, mas sei que vou manter o meu pré-conceito a respeito da maioria.

Vou ser uma velha chata, cri-cri, ignorante e arrogante. Ah, se vou! Pois já sou assim desde que entendi que Harry Potter acabava ali.

ps: Mas não perco neeeeeeeeeeeeeeeem moooooooorta a estréia de Harry Potter nos cinemas esse ano, hein! Ai ai ai aia ia… nem to me aguentando!!!

Uhu, nós crescemos!

Uhu, nós crescemos!