COMPARANDO: The Cure e The Smiths

Aproveitando a deixa deste final de semana, quero lançar no meu blog o “Comparando”.  O que faz uma pessoa realmente raciocinar a respeito das coisas é, sem dúvida, as comparações que ela faz (mesmo inconciênte) de tudo: características, cheiros, sensações, sons, formas etc.

O que nos fazia comprender um texto era justamente diferenciá-lo de outro, marcando aspectos em comum ou comparando-os em seus pontos semelhantes ou não.

Um tempão atrás eu escrevi sobre a comparação em volta da banda Keane como os novos Duran Duran. Hoje vou delinear as semelhanças e as diferenças em torno do Cure e do Smiths.

THE CURE

No último sábado rolou um especial The Cure e The Smiths na Autobahn e eu fiquei alvoroçada para ir. E aí eu comecei a pensar na combinação que rolaria na pista. Por quê tão próximos se tão distantes?

Semelhança: A triteza, melancolia, os questionamentos perante a vida (e a morte), os anos 80, grande influenciadores de grandes bandas posteriores, excêntricidade, altos e baixos, público, rock alternativo etc.

O resto:

O The Cure, de forma genérica, é a banda que sofre por amor, enquanto o The Smiths é a banda que sofre pela vida. Quanto à qualidade das composições, por um triz, um mínimo, quem gosta das duas bandas, diz que o Smiths é minimamente superior pelo fato de trazer em suas músicas algo mais politizado e crítico. Porém, os românticos e desiludidos, com espírito meio bayroniano de ser, tecem o The Cure, melhor dizendo Robert Smith, como ídolo na criação das canções.

Robert Smith é mais articulado que Morrisey nas tentativas de reerguer a banda, tendo ele insistido em várias vezes, sendo apenas ele o membro original do The Cure desde o início. Mesmo depois de ameaçar por duas vezes não fazer mais turnês, o Cure sempre ressurgia para a alegria dos fãs.

Morrissey já não compartilha deste sentimento e mantém a palavra de nunca mais reunir o Smiths, com afirmações como preferir comer os próprios testículos a reunir a banda…

Quanto ao estilo, o Cure quis ser reconhecido por suas canções melodramáticas e carregou no visual para chamar atenção para o sofrimento deles, pintavam os olhos de batom vermelho para que, na luz, parecesse que seus olhos sangravam! Desgrenhavam o cabelo e andavam com roupas velhas para demonstrarem seus descontentamentos…

O Smiths surgiram numa época em que era voga bandas como Spandau Ballet, Duran Duran e A Flock os Seagulls. Bandas estas que brilhavam no auge do synthpop com roupas exuberantes, no ápice da moda oitentista, totalmente desinibidas em palco e altamente extravagantes em tudo o que faziam. Morrissey e sua banda eram simplesmente rapazes de camiseta branca, calça jeans e tênis que queria tocar rock de uma maneira básica.

O Smiths era um símbolo para aquela geração de adolescentes tímidos e desajeitados. Morrissey dançava no palco todo desengonçado, mal vestido, de óculos aros grossos, despenteado, fazendo com que muitos se identificassem com aquele tipo de expressão.

O mesmo ocorria com Robert Smith em seu estilo taciturno e gótico cultuador do sofrimento. Porém, um dia, ele se irritou com tantas pessoas parecidas com ele na rua e apareceu com os cabelos curtos…

Tanto o Smiths quanto o Cure tiveram que se reinventar num determinado momento da carreira para não perderem fãs e principalmente a identidade. O Smiths deixou um pouco o lado crítico de lado e lançou canções como “Ask me”, além de injetar algumas guitarras no estilo rockabilly em algumas músicas, e o Cure deixou de sofrer as mazelas do amor não correspondido com “Let´s go to Bed”, “Close to me” etc. Robert ainda surpreendeu a todos ao lançar um álbum só de remixes mais tarde!

Bom, é isso aí, amiguinhos. Amo as duas bandas e acho que em lugar que se toca Smiths, deve-se tocar Cure, e vice-versa! Pra quem quiser começar a se aventurar nas canções, vão as minhas dicas:

“Friday Im in love” (Cure), “Lets go to bed” (Cure), “Ask Me” (Smiths), “This charming man” (Smiths), “Love song” (Cure), “Pictures of You” (Cure), “How soon is now?” (Smiths), “The boy with the thorn is his inside” (Smiths), “Close to me” (Cure)… e assim vai… tudo deles vale a pena ser ouvido.

Melhores álbums (há controvérsias):

image image

Até mais.

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3 Respostas to “COMPARANDO: The Cure e The Smiths”

  1. nossa, sou fa das duas bandas e realmente sao muito parecidas

  2. show… de bola… que tal comparar depeche mode e new order ???

  3. ricardo sampaio Says:

    the smiths e the cure são duas melhores bandas de todos os tempos. Porque são bandas simples e modesto , mas com uma riqueza de letras ,
    arranjos e melodia perfeito

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