Diálogos florbelianos (que espancam também)

Florbela vai te aconselhar…

Florbela, estou apaixonada por um rapaz que jamais notará a minha existência. Em sua amplitude como ser humano, eu sou apenas mais uma mortal a observá-lo de longe e ele jamais se dará conta disso, pois se julga superior, apesar de realmente sê-lo. Qual sina a minha?

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Contentar-se, minha amiga. Se nutre amor por um ser superior, que poderá fazer com o que sentes, se nada para ele representará ou ira mudar em sua vida? Seu amor pode ser até ofensa aos ouvidos dele. Cultive-o em seu coração sem exigir nada em troca. Amar é o ato mais sublime na vida de qualquer pessoa!

Florbela, é justo passar a vida a ocultar este sentimento?

Não é justo, como tudo na vida.

Eu tento ignorá-lo, mas não consigo. Fico igual uma imbecil esperando por algum sinal de atenção, assim como fazem os cachorros de rua sedentos de uma mão que os faça carinho, mesmo que se faça com nojo ou por dó…

Seja uma grande mulher em seu conhecimento. Se te dói a mísera atenção recebida, que sentido faria o teu sentimento e a sua vontade louca de cuidá-lo? Não lhe faria diferença as migalhas se não quisesse o pão inteiro! O contentamento de um segundo é imensamente maior que a dor que se segue. A dor dura mais tempo, mas a alegria é altamente superior em intensidade, tanto que nos faz esquecer dos momentos de aflição. Amar, amar, amar sem ser amada!

Que faço então?

Qual a vergonha de amar aquele que não nos ama, se tal situação é tão frequente e rotineira na vida de todos? Dizer que ele não te merece, é um conselho ignóbil, já que todos merecem o grande amor de alguém nesta vida, e se não for o seu, será algo maior. Semeie teu sentimento a cada dia… até o momento em que ele se desfizer ou se entregar.

Seja a amiga de seu amor…

Amiga
Deixa-me ser a tua amiga, Amor,
A tua amiga só, já que não queres
Que pelo teu amor seja a melhor,
A mais triste de todas as mulheres.

Que só, de ti, me venha mágoa e dor
O que me importa, a mim?! O que quiseres
É sempre um sonho bom! Seja o que for,
Bendito sejas tu por mo dizeres!

Beija-me as mãos, Amor, devagarinho…
Como se os dois nascessemos irmãos,
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho…

Beija-mas bem!… Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei prà minha boca!…

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