Archive for the Literatura Category

Diálogos florbelianos (que espancam também)

Posted in Literatura, Qualquer coisa on 21/03/2011 by Gabriela

Florbela vai te aconselhar…

Florbela, estou apaixonada por um rapaz que jamais notará a minha existência. Em sua amplitude como ser humano, eu sou apenas mais uma mortal a observá-lo de longe e ele jamais se dará conta disso, pois se julga superior, apesar de realmente sê-lo. Qual sina a minha?

image

Contentar-se, minha amiga. Se nutre amor por um ser superior, que poderá fazer com o que sentes, se nada para ele representará ou ira mudar em sua vida? Seu amor pode ser até ofensa aos ouvidos dele. Cultive-o em seu coração sem exigir nada em troca. Amar é o ato mais sublime na vida de qualquer pessoa!

Florbela, é justo passar a vida a ocultar este sentimento?

Não é justo, como tudo na vida.

Eu tento ignorá-lo, mas não consigo. Fico igual uma imbecil esperando por algum sinal de atenção, assim como fazem os cachorros de rua sedentos de uma mão que os faça carinho, mesmo que se faça com nojo ou por dó…

Seja uma grande mulher em seu conhecimento. Se te dói a mísera atenção recebida, que sentido faria o teu sentimento e a sua vontade louca de cuidá-lo? Não lhe faria diferença as migalhas se não quisesse o pão inteiro! O contentamento de um segundo é imensamente maior que a dor que se segue. A dor dura mais tempo, mas a alegria é altamente superior em intensidade, tanto que nos faz esquecer dos momentos de aflição. Amar, amar, amar sem ser amada!

Que faço então?

Qual a vergonha de amar aquele que não nos ama, se tal situação é tão frequente e rotineira na vida de todos? Dizer que ele não te merece, é um conselho ignóbil, já que todos merecem o grande amor de alguém nesta vida, e se não for o seu, será algo maior. Semeie teu sentimento a cada dia… até o momento em que ele se desfizer ou se entregar.

Seja a amiga de seu amor…

Amiga
Deixa-me ser a tua amiga, Amor,
A tua amiga só, já que não queres
Que pelo teu amor seja a melhor,
A mais triste de todas as mulheres.

Que só, de ti, me venha mágoa e dor
O que me importa, a mim?! O que quiseres
É sempre um sonho bom! Seja o que for,
Bendito sejas tu por mo dizeres!

Beija-me as mãos, Amor, devagarinho…
Como se os dois nascessemos irmãos,
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho…

Beija-mas bem!… Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei prà minha boca!…

Anúncios

O Maravilhoso Mágico de Oz

Posted in Literatura on 22/06/2009 by Gabriela

Aaaaiii… a minha infância já foi faz um tempão! Sinto falta dela, mas não posso desejar voltar atrás, pois o que eu gostaria que tivesse acontecido na aurora de minha vida, eu já seria demasiadamente adulta para querê-las para mim com a tenra idade. A evolução de uma criança depende exclusivamente da direção que os pais dela a oferece. Não tive a chance, quando menina, de ler livrinhos infantis, por que minha mãe nunca se importou realmente com eles. Eu via muito desenho, brincava, aprontava… enfim, tudo normal, mas não tive tanto contato com clássicos infantis.
Eu tive uma coleção linda de livros de fábulas e conto de fadas, mas devido a uma cena irritante na qual meu pai desempenhou o melhor papel de chato sem noção, eles foram parar numa instituição de caridade sem meu conhecimento. Só espero que a pessoa que o tiver em mãos saiba dar bom proveito à coleção, pois eu os tinha comigo até pouco tempo para lê-los aos meus futuros filhos…

Mas tudo bem. Nos últimos anos comecei a investir em literatura infantil e comprei “Alice no País das Maravilhas” e “Alice através do Espelho”. Encantadora obra “infantil”, totalmente edificante às nossas crianças. Logo mais terei obras de Monteiro Lobato também. Mas o que mais me encantou esses dias foi a aquisição da obra original de “O Maravilhoso Mágico de Oz”.

Confesso que a obra eu só conhecia no bate boca das pessoas. Justamente de apenas ouvir falar. E pra mim, era uma vergonha não conhecer esta obra tão importante da literatura mundial e infantil. Comprei o livro de pouco mais de 170 páginas e li em um dia. Em mim, que já sou velhinha para a obra, me deu aquele sentimento de ler um capítulo por noite para uma criança ao pé da cama antes dela dormir. Digamos, um sentimento maternal forte mesmo.

Existem tantos ensinamentos bonitos na obra! Poxa, toda criança deveria ter acesso nem que seja por um filme dessa obra. Estou procurando para comprar a primeira versão para o cinema de “O Mágico de Oz”, de 1939 se não me engano. Tão simples e profunda obra que chega a ser cativante. Acompanhar a saga de uma garota perdida num país querendo voltar ao seio familiar, um espantalho que sonhava em ter um cérebro (por mais que soubesse pensar), um homem de lata que queria ter um coração (apesar de ser um homem bom) e um leão que precisava ter coragem para se tornar o rei da floresta (apesar de já o ser sem perceber).

O que eles não sabiam é que todos  esses valores que eles buscavam todos já tinham dentro de si e eles demonstravam toda essa inteligencia, sentimento e coragem ao longo da tragetória até o encontro do grande Mago Oz sem se darem conta. Assim como Dorothy tinha o poder de voltar para sua casa nela mesma e durante toda a saga não se dá conta.

Serve como boa lição à meninada de que os valores vivem naturalmente dentro de cada um, basta trabalhá-los, basta acreditar neles. Crianças precisam disso. A televisão, infelizmente, ando formando apenas pessoas alienadas culturalmente e com uma preguiça mental sem fim. Por favor, não deixem suas crianças mofando em frente a uma televisão!

Cena do filme

Cena do filme

ps: A obra é tão grandiosa que o escritor L. Frank Baum escreveu 14 volumes sobre o Mágico de Oz. E ainda após sua morte, muitos escritores se dedicaram a continuar escrevendo sobre Oz, somando então mais de 40 obras relacionadas à história infantil. Para ver a lista completa acesse: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_dos_Livros_de_Oz

E a geração Harry Potter?

Posted in Literatura on 05/06/2009 by Gabriela

A geração Harry Potter já cresceu? Cresceu e foi ler Stephen King? Pô, cresceu mesmo e foi parar no Dan Brown? Caramba, como esse pessoal evolui! Agora a geração Harry Potter está lendo Crepúsculo!
Uau! Eu fico feliz da vida com essa evolução tão significativa, sabe? Pelo menos as pessoas estão lendo, não estão mais perdendo tempo em frente a uma televisão assistindo Márcia ou Casos de Família. É! O pessoal tá bastante instruído, totalmente injetados de cultura e conhecimento de mundo! A galera anda afiadíssima!

Tem gente tão atrasada nesse mundo que as vezes lê uma placa de trânsito e não entende! Tem quem leia anúncio no jornal e não assimile nada! E meo, pasmem! Existem aqueles que sequer sabem ler (mas existem as excessões em que o cara que não sabe ler sabe mais do que a geração Harry Potter… hum…).

Bom, eu vou assumir algo muito importante aqui. Eu só comecei a gostar de ler nessa vida quando me obrigaram a ler Harry Potter e a Pedra Filosofal. Depois, como boa interessada, li a série toda como boa pré-adolescente que eu era. Só sabia falar disso igual uma matraca-mala-sem-alça e vivia em polvorosa com qualquer assunto ou novidade relacionado ao livro.
O filme então? Nooooooosssa, era quase uma doença! Tomava conta do meu corpo, me possuía, não me deixava dormir! Eu ligava pras minhas amigas e infernizava por que definitivamente o Daniel Radcliff ERA SENSACIONAAAAAAAAAAAAALLL!

Arre! Fase mais chata do caraio, pô! Se lançassem o Harry Potter HOJE eu, simplesmente, odiaria-o-o-o. E COM TODAS AS MINHAS FORÇAS! Mas não consigo mais odiá-lo, pois cresci junto com a obra e tenho apenas carinho por ela, não admiração. Só admiro a escritora J. K.  Rowling pelo sucesso, pela grana e pelo castelo. A obra NÃO.
Eu não tenho capacidade de escrever algo parecido ou melhor, por isso levo minha vida pacata, mas devo admitir que a mente dela é brilhante.

Mas sabe… Li Harry Potter apenas uma vez. Nunca precisei repetir a mesma leitura por falta de compreensão. Reler Harry Potter (e todos os outros que eu citei lá em cima) é uma completa perda de tempo. É o tipo de livro tão simples de entender que apenas basta o filme para refrescar sua memória. Quero ver quem faz uma tese de doutorado com um desses livros… se tiver assunto, ficarei realmente impressionada.

Por que eu com quase 23 anos nas costas vou parar pra ler Harry Potter e a Pedra Filosofal pela segunda vez? Essa atitude não é um pouco retardada?

Ah, eu acho, sabe?

Depois de Harry Potter li muita coisa edificante, importante, interessante, complexa, explicativa, demonstrativa, empírica, artística… e não sinto nenhuma falta desse tipo de literatura de avião.
Eu não preciso nem dizer a minha opinião a respeito desses livrinhos-modinha-adolescente que estão dominando o mundo, né? Que o escritor elabora de acordo com a mentalidade mediana das pessoas e com o que ele sabe que irá vender. Considero 70% dos best-sellers inúteis.

Mas cara… acho feio de mais quem julga algo sem ter ao menos um conhecimento, um argumento pesado para tal. Eu considero muito mais uma pessoa que diz que odeia Eça de Queiróz após ter lido um livro inteiro dele do que o sujeitinho que diz que odeia sem nunca ter deitado os olhos por mais de cinco minutos com atenção num resumo… ou pior, nem se dá o trabalho de assistir um filme a respeito da obra.

Por isso, dou minha palavra que, antes de morrer, vou ler todos esses livrinhos e posso até mudar de conceito a respeito de algum deles, mas sei que vou manter o meu pré-conceito a respeito da maioria.

Vou ser uma velha chata, cri-cri, ignorante e arrogante. Ah, se vou! Pois já sou assim desde que entendi que Harry Potter acabava ali.

ps: Mas não perco neeeeeeeeeeeeeeeem moooooooorta a estréia de Harry Potter nos cinemas esse ano, hein! Ai ai ai aia ia… nem to me aguentando!!!

Uhu, nós crescemos!

Uhu, nós crescemos!